Cotia faz 170 anos e convida a cidade para celebrar junto
Cotia acorda em festa no próximo 2 de abril. São 170 anos de história — daquelas cheias de curvas, encontros, desencontros e um monte de gente que ajudou a construir, aos poucos, essa cidade que nunca para de se reinventar. E eu posso dizer, com orgulho que faço parte dessa história!
Com o tema “História que nos une”, a proposta deste ano parece simples, mas é das mais difíceis: reunir. Juntar famílias, amigos, vizinhos. Fazer a cidade se olhar um pouco mais de perto, nem que seja por algumas horas.
A programação começa cedo, às 9h, com a solenidade oficial e o tradicional hasteamento das bandeiras, com a presença do prefeito Welington Formiga, do vice Paulinho Lenha e outras autoridades. É o momento formal, protocolar, onde a cidade veste seu traje mais sério.
Mas é depois do meio-dia que a festa ganha corpo — e alma.
O espaço em frente à Prefeitura se transforma em território de infância: brinquedos infláveis, risadas soltas, pais tentando acompanhar o ritmo dos filhos e aquela energia caótica que só criança sabe produzir. No meio disso tudo, a famosa carreta do Dogão aparece como um evento à parte, quase um personagem da festa. Eu estarei trabalhando mas que ninguém me ouça, assim que tiver uma oportunidade, também vou querer dar um rolê no Dogão e se tiver uma piscina de bolinha, ahhh eu mergulho.
Às 16h, entra em cena a Patrulha Canina, garantindo olhos atentos e corações pequenos completamente conquistados.
Quando a tarde começa a virar noite, a festa muda de tom. A música toma o palco e a cidade desacelera só o suficiente para ouvir. Às 18h, a cantora cotiana Elaine Bragga abre a programação musical, aquecendo o público para o grande momento da noite: o show da dupla Maiara e Maraisa. Confesso, sertanejo não é exatamente meu estilo musical preferido mas estarei la no gargarejo.
E no meio de tudo isso, fica um lembrete importante que o prefeito Formiga faz questão de frizar: o show principal não será custeado com dinheiro público — informação que, em tempos de desconfiança crônica, virou quase tão relevante quanto a própria festa.
No fim das contas, mais do que uma programação, o aniversário de Cotia é um convite. Para sair de casa. Para ocupar a cidade. Para lembrar que, apesar de todos os problemas — que não são poucos — ainda existe um certo orgulho silencioso de pertencer. E talvez seja isso que, no fundo, ainda nos une.


Comentários