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Quando cheguei em Cotia vim para ficar

Eu cheguei em Cotia com minha família no final dos anos 70, mais precisamente 1979. Morávamos na Vila Yolanda, Osasco, cidade em que eu nasci, em 1971. A casa em que morávamos, que não era nossa, seria desapropriada e já naquela época, se falava que por ali passaria um anel viário. O que nunca aconteceu. Hoje é uma praça.
Fomos morar nos fundos do quintal dos meus tios, no Jardim Cláudio. Muitas histórias vivemos ali, boas e más. Prefiro me lembrar das boas.
Antes de mudarmos, viemos algumas vezes passear na casa dos tios. Era uma viagem de Osasco até aqui. Parecia tão longe. Tanto que meu saudoso pai Narciso, que na época trabalhava em uma transportadora em Osasco, só ia para casa aos finais de semana.
Minha mãe, logo arrumou trabalho de empregada doméstica.
A escola era só subir um pouquinho a rua. Aliás, a escola ainda está lá mas agora um novo prédio, ao lado da Apae.
Impossível não lembrar da lojinha da dona Laurinda, xará da minha mãe, esposa do seu Cornélio, que iria ser eleito vereador tempos depois.
Quando chovia, o final da rua ficava todo empossado e depois era só lama. Tinha uma fábrica fedorenta. E também uma fábrica de bolinha de tênis que de vez em quando descartava bolinhas com defeitos e molecada fazia aquela festa.
Ah, era só andar um pouco mais adiante, seguindo para onde hoje é Jardim Belizário ( não sei naquela época ja se chamava assim) e tinham muitas lagoas.
Meu tio Oswaldo, irmão de minha mãe, gostava de levar a gente para pescar, não me lembro direito onde, só sei que nos embrenhávamos no meio de uns matos. Eu fui uma única vez e pesquei um lambari.
Tinha a lagoa da Pedra (levava esse nome porque tinha uma enorme pedra no meio) e era muito perigosa, sempre algum moleque se afogava.
As lagoas não existem mais. Restou apenas o Rio Cotia. Será que alguém ainda pesca nele? Eu respondo: claro que não.
De vez em quando passo pelo bairro. Muita gente daquela época ainda mora por ali, inclusive alguns da minha familia.
Saudades do meu tempo de criança, da minha amiga Lizinha e de ficar assistindo o jogo de “taco” na rua e louca de vontade de jogar também, mas era coisa de menino.
[Foto: google]

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