Linha 22 marrom entre Cotia e SP terá formato diferenciado. Veja histórico da promessa.
Companhia do Metropolitano anuncia licitação para contratação de serviços técnicos especializados de engenharia para a realização de investigações geotécnicas, sondagens e mapeamentos. Veja um histórico da promessa que pode aliviar a Raposo
Cotia voltou ao centro de um tema que circula entre promessas e estudos há mais de uma década: o metrô chegando à cidade, conectando Cotia à capital paulista e, teoricamente, aliviando o trânsito na Raposo Tavares. A novidade de junho de 2025: o Metrô-SP abriu licitação para estudos técnicos da futura Linha 22‑Marrom — um passo concreto que reacende esperanças… mas ainda longe de qualquer trilho pronto.
A licitação, publicada no Diário Oficial visa contratação de empresa para estudos geotécnicos — sondagens, mapeamento do subsolo e cadastramento de redes — essenciais ao anteprojeto de engenharia da linha até Cotia. A sessão pública está marcada para 12 de agosto de 2025 .
Trens menores e mais enxutos
De acordo com o gerente de Planejamento e Meio Ambiente do Metrô, Luiz Antonio Cortez Ferreira, a Linha 22 será operada com trens reduzidos: compostos por cinco vagões mais estreitos (2,65 m) em vez dos seis vagões e largura padronizada das linhas centrais. A proposta busca reduzir custos de escavação e implantação. A frota prevista—entre 47 e 52 composições—dará conta de transportar cerca de 1.200 pessoas por trem, com intervalo de pico estimado em 100 segundos, atingindo cerca de 678 mil passageiros por dia!
️ Traçado e conexões
Planejada para integrar Cotia à malha metroviária da capital, a Linha 22-Marrom terá 29 km e 19 estações, começando em Sumaré – Linha 2‑Verde –, passando por eixos como Raposo Tavares, USP, Largo da Batata e Osasco, até a população local. O projeto ainda considera conexões com:
- Linhas 2‑Verde e 4‑Amarela
- Linha 9‑Esmeralda (Via Mobilidade)
- Futuramente, linha 20‑Rosa
Cronograma e custos
O edital de junho é a segunda chamada do projeto — o contrato anterior, de 2023, foi rescindido .
Um dos próximos passos: Estudo de Impacto Ambiental (EIA‑RIMA), com previsão de audiências públicas no final desse ano. Se tudo caminhar bem, a expectativa é que o edital de construção seja publicado entre início de 2026.
Quanto isso custa? Estimativas indicam R$ 1 bilhão por quilômetro, cifra que pode elevar o investimento total para cerca de R$ 30 bilhões . O prazo? Ainda nebuloso: fala-se em até 8 anos para o metrô chegar a Cotia, ou seja, tranquilamente 2033 — desde que não faltem dinheiro, gestão eficaz e… paciência político-institucional. Mas no meio disso tudo ainda terão eleições, pode haver troca de governo com outro pensamento e obra de metrô em São Paulo costumam ter prazos beeem estendidos, vamos arriscar uma previsão para 2050? Mais alguém arrisca outra previsão? Vamos guardar esse texto para ver quem acertou rsrs.
Enquanto isso….
Enquanto isso, a Nova Raposo Tavares, mais acessível financeiramente e de execução mais rápida, avança com obra licitada, pedágios e corredores exclusivos de ônibus. No entanto, sobra crítica sobre a cobrança, impacto ambiental e desmatamento. (saiba mais em @novaraposonao)
Conclusão
A licitação de junho reativa a esperança pelo metrô em Cotia, agora de forma mais palpável. Mas engrenar a obra depende de muitos nodos — técnicos, financeiros, políticos — ainda acuados por uma realidade: enquanto o trem robótico dos estudos dá marcha lenta, o desafio da Raposo Tavares segue urgente. E, sem metrô, resta à cidade esperar… e pagar pedágio, por ora.
[Fontes: Via Trolebus, MetrôCPTM, Estadão]


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