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“Um viva, um salve, um brinde” aos que não se rendem

Está disponível a partir desta sexta-feira (28), em todas as plataformas digitais o álbum “Um viva, um salve, um brinde” de Vinícius Camargo, resultado do registro do show de mesmo nome, realizado com apoio da Lei Aldir Blanc no ano de 2021.

Vinícius reuniu parte importante de seu repertório autoral, escolhendo suas canções que expressassem sua visão de mundo, o que deixa marcas claras tanto em sua abordagem sobre temas como o amor quanto das questões políticas e sociais mais gerais.

Segundo álbum solo desse artista que hoje vive em São Paulo, esse lançamento pretende alcançar o público que busca na música uma conexão com seu tempo, numa tentativa de conciliar sentimento e pensamento no campo da canção popular, no rastro de tantos artistas comprometidos na história de nossa música.

Vinícius constrói seu trabalho apoiando-se em linguagens musicais populares e regionais (como o baião, o xote ou o samba, que aparecem ora explícitos, ora ao fundo), como um suporte reconhecível para uma poesia que trata de questões da sociedade contemporânea, questões sociais, políticas e de seu impacto sobre o indivíduo, sobre seus sonhos e sobre o próprio amor. Os arranjos trazem a tradição sempre para um tempo mais presente, com uma referência por vezes quase orquestral, embora pequena e mesmo sutil. A história – o que inclui sua herança musical e poética – deve servir ao presente e ao futuro. Uma arte proposta a quem se dedica a sentir e entender o mundo, para melhor transformá-lo!

Os arranjos têm bases em timbres “de madeira”, embora não haja purismo e outros instrumentos, seja o metal de um trombone, sejam os instrumentos elétricos, apareçam quando a canção os demanda. A interpretação vocal varia entre canções quase faladas, sendo o veículo para uma poesia compenetrada e reflexiva, a “falsetes” delicados e quase dramáticos.

Extraído de um show virtual exibido em 2021, o álbum não é o resultado da edição de diversos takes repetidos em estúdio sobre o playback, mas a interpretação de um grupo de artistas tocando juntos para câmeras, típica de um tempo estranho em que fizemos shows sem público presente fisicamente. Há algo próprio dessa experiência nesse álbum. O sobre-esforço para dar a sensação do ao vivo, a alguém que nos assiste sem estar diante de nós. Isso aparece na voz e nos acordes desse trabalho, para bem e para mal.

Das 10 canções do álbum, 9 são de sua autoria, solo ou com parceiros, sendo a primeira faixa a canção Assalto ao céu, composta em parceria com Felipe Iszlay e com participação especial do renomado trombonista Bocato. Destaque também para a releitura de Céu de Gaza, com part. de Juliana Mantu e para a A canção de quem fica, que além de Juliana conta também com a participação do Tukum – Bando de Criação, ambas de autoria de Vinícius Camargo.


Sobre as participações especiais, o álbum traz ainda Bocato em “A brincadeira do morro”, do gaitista Guilherme Cazassa em “Vamos pra Lua e Hoje eu não vou namorar”, de Flávio Cardoso em “Nossa Dança”, Tukum Bando em “Todo Cambia” e Yuri Quiterio em “Estandarte Rubro”.

A única canção que não é de uma composição de Vinícius é um clássico do cancioneiro latino-americano, alinhado à visão de mundo expressa nesse trabalho: Todo Cambia, de Julio Numhauser e que nos é conhecida na voz de Mercedes Sosa.

Assinando a produção (com Yuri Quiterio) e direção musical, além dos arranjos vocais, Vinícius Camargo contou com a companhia dos músicos Renan Dias (contrabaixo acústico e elétrico), Thiago Fermino (percussão), Rebeca Gomes (violoncelo) Daniel Barbosa (violino) e de seu parceiro e filho Yuri Quitério (piano, teclado, percussão, voz, mixagem e masterização). Distribuição da Tratore/Fonomatic.

Ouça també no Spotify:

Mais sobre o repertório desse álbum:

Numa formação com voz, violão/guitarra, percussão (Thiago Fermino), piano (Yuri Quiterio), violino (Daniel Barbosa), violoncelo (Rebeca Gomes), contrabaixo (Renan Dias) e arranjos vocais com participações de diversos convidados, Vinícius Camargo apresenta canções inéditas de seu repertório autoral, além de 3 regravações com novos arranjos de canções de seu primeiro álbum e uma regravação do clássico latino-americano, sucesso na voz de Mercedes Sosa, “Todo Cambia”.

Dentre as 10 faixas do álbum, destaques para a faixa 1 “Assalto ao céu”, samba composto em parceria com Felipe Iszlay e gravado com Bocato, inspirado na Comuna de Paris, chamada à época de assalto ao céu em referência ao mito de Prometeu, que roubou o fogo dos Deuses. Aliás, o dia 18 de março marca a data da eclosão desse grande evento histórico.

Outra menção merecida é do baião  “A canção de quem fica”, faixa 10, com participação do Tukum Bando, uma reflexão sobre o outro lado do clássico Asa Branca, imaginando o ponto de vista de alguém que ficou, enquanto o outro migrava.

As outras canções nunca gravadas são “Nossa dança”, parceria com Luciano Antonio Carvalho e Lukas Irmão, e gravado com part. de Flávio Cardoso; “Estandarte Rubro”, cantada com Yuri Quiterio; “Vamos pra lua? e “Hoje eu não vou namorar”, ambas escritas com Felipe Iszlay e com part. de Guilherme Cazassa na gaita.

Dentre as regravações, atenção especial para “Céu de Gaza”, canção de intenso lirismo, inspirada na luta do povo palestino por seu direito de existir, e “Seu Francisco”, sobre a saga dos retirantes que cruzam o caminho do Velho Chico, ambas em arranjos novos.

Por fim, o álbum traz uma releitura de Todo Cambia, canção cuja poesia expressa o movimento dialético verificado na natureza, mas também na história. É preciso acreditar nisso e colocar-se em movimento para provocar a mudança que precisamos. É sempre uma ousadia regravar algo cantado por Mercedes Sosa, algo feito aqui com respeito e reverência. O arranjo busca uma roupagem mais colorida, mais esperançosa e brasileira para este importante clássico da canção latino-americana.

Biografia resumida do artista: 

Vinícius Camargo é compositor, diretor musical, ator e professor de artes. Seu 1o CD, Vinícius Camargo “Em Risco”, com produção independente, foi lançado em 2010, com shows no Teatro Assa e no Projeto Ecos Musicais, no SESC Osasco. No mesmo ano, foi um dos fundadores da Cia Animalenda de teatro de bonecos, na qual atuou até de 2018. Destaca-se o espetáculo A Moça da Janela, baseado em canção de Vinícius com Felipe Iszlay, e que foi contemplado pelo PROAC 2016/2017, viajando pelo Vale do Ribeira e pelo Litoral Sul.
Com a Cia apresentou-se em inúmeros festivais, SESC, Centros Culturais e viajou por 10 Estados e cerca de 80 cidades pelo Projeto Emcena Brasil.

Lançou em 2016 o CD “Clube Atlético Amigos Unidos do Quintal”, com o grupo teatral-musical Unidos do Quintal, do qual é o diretor, e lançou em 2017 o CD “Guaiá de todos nós”, com a Cia Burucutu, contendo a trilha musical e histórias do espetáculo de mesmo nome, do qual é convidado do elenco, montado com apoio do PROAC e, novamente contemplado para a circulação em 2018.

Em 2017 estreou o show “Canção para quê?”, no SESC Santos. Foi o 1o colocado na seletiva do MAIS (Música Autoral e Ind. Santista) Festival. Em 2020 foi contemplado com o edital mun. de SP da Lei Aldir Blanc, com o qual registrou em vídeo um novo show autoral e um espetáculo do Unidos do Quintal, lançados em temporadas virtuais. Participou do show virtual do Tukum Bando, contemplado pelo PROAC, tocando diversos instrumentos.

Em suas pesquisas e diversos trabalhos, teve oportunidade de viajar por diversos países, incluindo Cuba e Guiné, na África Ocidental, de onde trouxe importantes influências.

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