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Uma crônica sobre inspiração e desejos para o ano novo

Sonia, outro dia você falou que escreve crônicas ou poemas… estava pensando aqui se você não gostaria de publicar alguma produção sua na coluna do Site esta semana! Quem sabe você escreveu algo que se relacione com esta época, com a passagem do tempo, mudanças, projetos, algo nessa linha! O que acha? Mesmo que não seja específico pra época, de repente serve de reflexão, inspiração, né?”

A provocação – sim, porque me senti profundamente provocada com esse texto postado no grupo de whatsApp dos bastidores do Site da Granja –  me fez revirar meus arquivos em busca de algum texto que pudesse satisfazer a vontade das editoras.

Incrível como nessa época do ano, todos nós queremos ler ou ouvir palavras de incentivo, coisas boas que nos façam virar o ano com aquela vontade de viver intensamente cada minuto, de começar um curso novo, de ir pra academia, de romper barreiras, de ir pra uma praia de nudismo e dar um viva à liberdade, de viver o novo ano como se fosse último de nossas vidas. E nesses quase dois anos de pandemia do coronavírus, esses desejos têm se intensificado.

Inspiração era a palavrinha mágica. Mas ela nem sempre vem quando a gente precisa. Ao longo da minha experiência de alguém que escreve todos os dias por obrigação, por diversão e por necessidade humana, aprendi que quando isso acontece o melhor a fazer é não fazer nada e esperar.

Já estava quase desistindo da missão e me dando por vencida quando lá pelas tantas da noite, quase virando o calendário, resolvi assistir um filme enquanto esperava Morfeu para me render a seus encantos.

Escritores da Liberdade pulou na minha tela. Eureca! Era isso que eu precisava, de um filme que falasse sobre escrever! Mas era mais que isso.

Originalmente sob o título de “Diário dos Escritores da Liberdade”, o filme é de 2007 e conta a história de uma professora idealista, dessas que a gente se enche de esperança quando sabe que existe.

A jovem professora inicia sua carreira em uma escola em um bairro pobre e a ela é destinada a sala de aula dos “alunos-problema”. A maioria deles com passagens pela polícia ou reformatórios para menores, são rebeldes, sem vontade de aprender e vivem em meio a uma guerra de gangues entre pretos e brancos.

Mas essa crônica é sobre inspiração!

Sim, a professora Gruwell (Hilary Swank) é a inspiração em pessoa. Para fazer com que os alunos aprendam e também falem mais de suas complicadas vidas, lança mão de métodos diferentes de ensino. Um deles foi pedir que os alunos escrevessem um diário e compartilhassem seus escritos. A partir daí, a vida daqueles adolescentes rebeldes e sem expectativa de vida ganha um outro ritmo. Aos poucos eles vão retomando a confiança em si mesmos, aceitando mais o conhecimento, e reconhecendo valores como a tolerância e o respeito ao próximo.

O filme acabou e um outro filme começou a rodar em minha mente, o filme de minha própria vida que resguardando as devidas proporções, hoje sou quem eu sou pelas mãos de professores. Definitivamente, é a Educação que nos transforma. Essa é ou deveria ser a grande inspiração de nossas vidas.

Aí fiquei pensando: por onde eu começaria escrever o meu diário? E já que você leu até aqui, eu lhe devolvo a pergunta: por onde você começaria escrever o diário de sua vida? O que te inspira?

Tente. Pode ser uma experiência incrível!

(Essa crônica foi escrita originalmente para o Site da Granja)

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