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O vírus e nós. Apenas números.

16 de agosto de 2020 (do ano em que a terra parou)

Eu sinceramente não estava mais contando os dias. Mas vi alguns posts nas redes sociais informando que já estamos no quinto mês de quarentena. E eu besta, acreditava que quarentena fossem 40 dias.

Parece que o tempo está passando mais rápido que o habitual e isso pode ser bom. Ou não. Já não sei direito o que dizer ou pensar sobre esse novo normal que vivemos.

As pessoas voltaram ao “antigo normal” como se nada estivesse acontecendo. Nos bares, nas ruas, restaurantes, empresas, escritórios, campo de futebol, parques, pontos turísticos… a vida segue seu rumo. E seguimos contando nossos mortos. São quase 108 mil vidas que se foram por conta da covid-19. Isso porque sabemos que há subnotificação, ou seja, os números podem ser muito maiores.

Eu desconfio que em algum momento eu contrai esse virus aí, e mesmo sem meu histórico de atleta, passou por mim só como uma gripezinha mesmo.  Mas deixou sua marca pois estou com meu olfato prejudicado.

Fonte: UOL

Mas esses números não comovem mais, são apenas números e aos poucos vão perdendo espaço nas manchetes dos principais jornais. Doem apenas para aqueles que perderam seus entes queridos.

Os estudantes não voltaram para a escola ou faculdades (ainda). Mas as crianças já brincam nas praças e parque públicos, com ou sem máscara, ninguém se importa mais com isso. Os jovens vão para os bares e restaurantes que estão lotados para almoço ou jantar.

A esperança agora está na chegada da vacina. Seja ela russa, inglesa, americana, brasileira.. em spray, injetável, em pó… seja lá de que jeito for, mas que venha.

O Palmeiras foi campeão paulista sobre o meu Corinthians, nos pênalts. Não acho que deveriam ter voltado as competições, não queria assistir ao jogo, mas confesso que foi impossível não ver ao menos os últimos 30 minutos e sofrer como boa corinthiana que sou.

Ah, os políticos estão em campanha eleitoral, ou como eles preferem dizer, e em pré-campanha eleitoral (nunca soube a diferença entre uma coisa e outra, e acho que nem há mesmo). Apesar de oficialmente todos dizerem que o mais importante agora é a saúde das pessoas e que não há clima para campanha eleitoral, todos estão nas ruas fazendo reuniões, cumprimentam pessoas, tiram fotos de rosto coladinho fazendo joinha para postar nas redes sociais. Ah tah, mas eles usam máscara. Às vezes.

Dessa vez não vou mencionar os momentos políticos do Brasil durante a pandemia. Ando meio alienada, sem paciência e tempo para esses assuntos que tiram meu humor, ou melhor, tiram mais o meu humor porque ele não anda bom não. É uma luta diária para vencer o cansaço, o mau humor, as neuroses provocadas pelo isolamento e o distanciamento, pela saudade dos meus amigos e familiares, dos eventos, da casa cheia, dos churrascos e das risadas…

 

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