O vírus e nós. Um dia de cada vez…


Terça-feira 24 de março de 2020 (o ano que terra parou)

Nesses quase meio século de existência, já passei por muitas coisas nessa vida mas nunca imaginei que fosse passar por uma pandemia.

Os números aumentam em ritmo acelerado.

São 300 mil pessoas infectadas pelos Covid-19 em todo mundo. No Brasil são quase 2 mil infectados e 34 mortes segundo dados oficiais. Na minha Sucupira (meu apelido carinhoso para a cidade de Cotia) são 5 pessoas infectadas.

Claro que esses números podem ser muito maiores uma vez que em muitas pessoas os sintomas não aparecem e não tenho dúvidas de que os governos estejam escondendo números, eles adoram fazer isso.

Quase 20 mil pessoas já morreram no mundo. O Japão anunciou o adiamento da Olímpiadas por um ano. E no Brasil, a discussão é saber se vão ou não adiar as eleições municipais. Talvez isso explique um pouco o porquê a correria dos prefeitos em resolver a questão, em prestar esclarecimentos sempre ao vivo com muita gente assistindo. “Quer publicidade maior que essa, tia?”, foi o que me lembrou a Bia, minha sobrinha preferida.

O nosso presidente (ops, nosso não, #elenao) continua falando e fazendo besteiras. Baixou um decreto que permitia que empresas suspendessem salários de seus funcionários por até 4 meses. E dessa vez o seu rebanho confinado no seu pasto não teve muito argumento para defender o “miiiitooo”. Ele voltou atrás.

Aqui na casa das 4 mulheres seguimos nossa rotina sem grandes novidades e nos adaptando.  Teremos algumas TPMs pela frente. S im, já estou me preparando para ficar pelos menos uns 3 meses nessa porcaria de isolamento social.

A regra é não ficar assistindo ou lendo noticias sobre coronavírus para não entrarmos em pânico, só o essencial.

No outono o céu é bonito. Tem sol e vim trabalhar no nosso “quintal gourmet”.  No domingo fizemos churrasco. Foi um drama acender a churrasqueira mas no final deu tudo certo.

A internet e as redes sociais são grandes aliadas e nos ajudam a romper um pouco o isolamento social e as “reuniões” virtuais se intensificaram. E recomendo que todos usem mais a redes para se comunicarem, para desabafarem com os amigos, trocarem experiências ou só para falarem bobeiras mesmo. Garanto que será menos doloroso a passagem por essa pandemia.

Passar a quarentena em uma região que, apesar de tudo, ainda tem uma boa área verde – um pouco descuidada é fato – nos faz observar que no quintal tem mais borboletas e passarinhos, abelhas e uns mosquitinhos bem minúsculos. Ontem tivemos a visita de uma família de saguis e, por um instante achei que um deles queria me perguntar o que a gente estava fazendo com o mundo, o que iríamos deixar para seus filhotes que acabaram e nascer e estavam agarrados no lombo de sua esposa.

Os memes das famílias felizes em quase férias já estão reduzindo.  Acredito que vamos aprender muito com essa quarentena, sobretudo a conviver com os nossos, entender os limites de cada um no mesmo espaço, a dividir tarefas, nos conhecer mais, nos tolerar mais… alguma coisa vamos ter que aprender com tudo isso.

    • Episódio1

 

 

 

 

 

 

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