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A igreja que abriu as portas para acolher sem-tetos entendeu a mensagem do Evangelho

Estamos vivendo um período de frio intenso nesses últimos dias. Debaixo das cobertas, assistimos séries e filmes na Netflix com direito a pipoca e chazinho quente. Quantos de nós pensamos, neste momento, naqueles que nem um teto tem para se abrigar? Não cabe aqui o julgamento, do fulano que fez isso ou aquilo para estar nessa situação. Poderia ser eu, poderia ser você, poderia ser a gente. Mas não é.

O exercício de pensar no próximo como um semelhante é um dos que mais deveriam ser praticados entre os religiosos, afinal, todas as religiões trazem em sua essência a mensagem do amor ao próximo. Falando do Cristianismo, pois é o meu seguimento religioso, essa é a tarefa que todos aqueles que se autodenominam cristãos deveriam fazer.

Cristo, em vida, andou ao lado dos mais pobres e oprimidos. Seria o mesmo de dizermos que, se estivesse aqui entre nós nos dias de hoje, estaria convivendo com as pessoas em situação de rua, os favelados, os miseráveis, enfim, todos que estão vivendo numa situação bastante complicada.

“Quando necessitei de roupas, vós me vestistes; estive enfermo, e vós me cuidastes; estive preso, e fostes visitar-me’ […] “Então o Rei, esclarecendo-lhes responderá: ‘Com toda a certeza vos asseguro que, sempre que o fizestes para algum destes meus irmãos, mesmo que ao menor deles, a mim o fizestes’.

O trecho acima foi retirado de um dos textos que consta em Mateus, no Evangelho. Fica claro o pedido de Jesus aos seus seguidores: ajude aqueles que estiverem passando por alguma necessidade, pois é a mim mesmo que estará ajudando.

Muitos ainda têm dificuldade de entender essa passagem, pois menosprezam os sofredores de todos os gêneros e de todas as categorias. Muitos religiosos ainda não conseguem sair de sua zona de conforto e ir ao encontro desses irmãos que necessitam de auxílio urgente. Que pena! O Evangelho é tão claro neste sentido, que nem parábolas foram usadas. A mensagem é direta e reta!

Voltando ao frio. Uma notícia boa entre tantas ruins que vemos foi aquela que dizia sobre uma igreja no município de São Carlos, interior de São Paulo, que abriu suas portas para acolher sem-tetos. Voluntários desta igreja se reuniram para acolhê-los e prestar-lhes assistência. Na hora que vi essa notícia, lembrei-me dos livros que já li que falam sobre o cristianismo primitivo e seus primeiros templos, que além de orações, tinham essas funções sociais extremamente importantes.

Emocionante a reportagem. Alimentos doados, roupas doadas, amor doado. Tudo feito com simplicidade. Voltando ao trecho do Evangelho que citei acima, essa igreja entendeu ou não entendeu a mensagem? Não restam dúvidas, não é mesmo?

Que esse exemplo influencie mais pessoas, afinal, vivenciar os ensinamentos de Cristo no dia a dia requer renúncia, desapego, sentimento e fraternidade.

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